Como surgiram os depiladores

Em 1500 a.C. o depilador era feito de sangue de diversos animais

Por Marisa De Lucia


Pouca gente sabe, mas de acordo com a história, a depilação com fins estéticos data de 1500 a.C e foi praticada por muitas civilizações. Assim como os cremes depiladores, que também são mencionados em todas as épocas.

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Conta-se que na Antiguidade os homens removiam os pelos com um depilador feito de sangue de diversos animais, gordura de hipopótamo, carcaça de tartaruga e trissulfeto de antimônio (oxidante).

Parece até mentira, mas os romanos se referem a composições depiladoras que continham soda cáustica! As mulheres gregas, por exemplo, levavam a vaidade ao ponto de arrancar os pelos pubianos com as mãos e queimá-los com cinzas quentes.

Já as mulheres árabes preparavam um xarope, feito de partes iguais de açúcar e de suco de limão com água, espalhando-o sobre a pele e deixando-o secar para depois extrair os pelos. Técnica esta semelhante à da cera, inventada por Peronet, em Paris, no ano de 1742.

Hoje existe uma grande variedade de depiladores e formas de se depilar. A grande procura por depiladores à base de própolis -substância derivada das resinas e colhida pelas abelhas- se deve ao fato de ser um produto essencialmente natural e livre de reações colaterais.

Para se ter uma ideia, a própolis já era usada na Antiguidade por médicos egípcios, em cirurgias, por suas qualidades anestésicas e cicatrizantes. Daí ter sido difundida em todo o mundo, graças aos incontáveis benefícios que traz para o organismo na cura de doenças.

A própolis é composta por 50% de resinas com bálsamo de composição aromática; 30% de cera; 10% de pólen; 10% de óleos entéricos além de gorduras, ácidos amicticos e ácidos orgânicos. Isso sem contar que possui vitaminas de complexo B, C, E, H, provitamina A, flavonóides, enzimas e antibióticos, entre outros elementos.

Você sabia como surgiu a dança?

Há mais de 15 mil anos atrás já foram registrados os primeiros movimentos

Marisa De Lucia


O homem foi o primeiro a manifestar o movimento de dança. Contudo, naquela época ela era executada quando alguém se sentia feliz com a vinda da chuva ou quando ganhava um presente. Passado um tempo, o homem sentiu que para dançar ele precisava de um barulho para acompanhar seus movimentos como seu próprio assovio, daí a origem dos instrumentos de sopro.

Por meio das pinturas e rabiscos que os homens das cavernas deixaram registrados nas paredes das cavernas, conclui-se que os primeiros movimentos que a nós chamamos de dança surgiram há mais de 15 mil anos.

A dança teve maior importância nas sociedades anteriores a valorização da palavra: a crescente importância dada à atividade mental e conseqüente abstração, tirou da dança o papel de meio de expressão de emoções, transferindo-o para a palavra. Assim, a dança começou a restringir-se à vida social.

Dessa forma, as culturas ocidentais deixaram de ser dançantes para se tornarem pensantes. No entanto, a dança, e, como parte dela, a dança social e também a dança de salão, continua expressando o pensamento e a emotividade da respectiva cultura.

Photo by George Marks/Retrofile RF / Getty Images

Photo by George Marks/Retrofile RF / Getty Images

Muito provavelmente, as primeiras danças foram rituais ou místicas. O ser humano procurava (e até hoje procura) alcançar um bem estar que permite experiências transcendentais que o aproximem dos princípios místicos que acredita estarem guiando o mundo

Em pinturas de parede egípcias encontram-se as primeiras representações de dança de palco, ou seja, de uma forma artística de dançar cujo objetivo é entreter um público passivo: a dança se profissionalizou.

Durante a Idade Média e o Renascimento surgiu a dança como atividade social, ou seja, como expressão do fato de pertencer a determinada classe ou grupo social. As classes nobres diferenciavam-se das classes baixas, entre outros através das danças típicas, cuja aprendizagem fazia parte da educação. A aristocracia praticava as danças da corte, e o povo, as danças folclóricas. Surgiram então, então, nas cortes, os primeiros professores de dança e etiqueta. As habilidades de dançar, assim, estavam entre aquelas que qualificavam o indivíduo a fazer parte do grupo social ao qual pertencia por nascimento.

Você sabe como surgiu a pasta de dentes?

Egípcios usavam há 2.400 anos e continha pimenta

Por Marisa De Lucia


Estudos mostram que o creme dental surgiu há cerca de 4 mil anos, no Egito. Contudo, tratava-se de uma substância altamente abrasiva e adstringente, à base de pedra-pomes pulverizada e vinagre, que era esfregada nos dentes com um pequeno ramo de árvore.

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Recentemente, foi encontrada em uma coleção de papiros da Biblioteca Nacional de Viena, Áustria, uma fórmula egípcia de pasta de dente, que data do século 4 a.C., cujos ingredientes incluíam sal, menta, pimenta e flor de íris seca, portanto, mais suaves.

Mas foi em 1850 que o dentista americano Washington Wentworth Sheffield desenvolveu um pó para limpar os dentes que se tornou muito popular entre seus pacientes. Lucius, filho de Sheffield e também dentista, ajudou-o a modificar a fórmula, criando assim o Creme Dentifrício Dr. Sheffield, a primeira pasta de dente.

E você já parou pra pensar como é que hoje se coloca até listrinhas na pasta de dentes? Acontece que o tubo tem um anel de pasta colorida em volta do bocal. Quando ele é comprimido, a pressão feita é a mesma em todo o seu interior. Por isso, a pasta branca e a colorida saem do tubo na mesma proporção, formando o aspecto listrado.

De onde vem o pente?

Inicialmente se usava uma concha com ranhuras

Por Marisa De Lucia


O primeiro modelo de pente foi encontrado na natureza: uma concha com ranhuras. A palavra pente tem origem no latim pecten, que é o nome da concha (pectens jacobeus) cheia de ranhuras, que lembram os dentes de um pente.

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Fabricado de ossos de animais ou de madeira, às vezes cravejado de pedras preciosas, o pente era item indispensável das egípcias nobres. Foi levado para Roma por soldados, e seu uso se espalhou. A penteadeira, com espelho e gavetas, tornou-se móvel do quarto de dormir no século XX.

Mas foi em Roma que surgiu o primeiro pente de bolso, bolado para ser usado nos intervalos das lutas entre leões e cristãos, no Coliseu. Isso é uma pequena mostra de que a vaidade é levada a sério na história da humanidade.

O que vem provar que o pente é um objeto usado há muito tempo, é que foram encontrados alguns desses objetos nas tumbas das civilizações do mar Egeu.

Você sabe como surgiu a escova de dentes?

Antigamente eram usados ramos ou gravetos

Por Marisa De Lucia


Manuscritos encontrados na Babilônia, em 3.500 a.C., revelam que o meio utilizado para a limpeza dos dentes eram palitos de ouro. Contudo, os auxiliares mais primitivos na limpeza dos dentes foram pedaços de ramos ou gravetos, que eram esfregados ou atritados até tirar os resíduos de alimentos.

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Em 3.000 a.C., Heri-Ré, tido como o primeiro cirurgião-dentista conhecido na história, recomendava os dedos para a limpeza dos dentes. A literatura chinesa menciona, em 1.600 a.C., o “datuna”, que era uma haste de madeira macia que as pessoas mastigavam para higienizar os dentes.

No início da Era Cristã, os romanos demonstravam preocupação com a higiene da boca e, por volta de 100 d.C, Plínio, o Jovem, estabeleceu alguns conceitos sobre o tipo de material utilizado para a confecção da primeira escova dental. Ele alertava que escovas confeccionadas com penas de urubu não eram aconselháveis, por causar mau hálito, sendo o ideal escovas com cerdas de porco-espinho.

Em 1488, no Reino Unido, James IV adquiriu duas escovas de ouro com uma corrente para usar ao redor do pescoço. Contudo, devido ao alto custo, as escovas constituíam um privilégio das classes sociais mais abastadas, sendo consideradas obras de arte, com cabos ornamentados por metais e pedras preciosas.

Por volta desta época, eram confeccionadas na China escovas que tinham por matéria-prima pelo de porco e crina ou cauda de cavalo, fixados em um osso bovino ou marfim, mas observaram que machucavam a gengiva das pessoas.

A escova dental parecida com as atuais surgiu em 1780, feita por Addis, em um cabo de osso com pelos naturais introduzidos em buracos feitos em uma das extremidades e presos por arame. A primeira patente da escova de dentes foi feita em 1857 por Wadsworth e em 1880 começaram a ter seus cabos feitos de plástico.

A partir disso, os Estados Unidos começaram a estudar tal situação e em 1938 fabricaram as escovas de dente com cerdas de nylon, macias e arredondadas permitindo limpar todos os dentes sem machucar as gengivas. Com o sucesso das novas escovas, outros modelos foram surgindo como as de cerdas macias para prevenir possíveis machucados na boca e cerdas médias e duras para os que acreditavam serem melhores para limpar.

Como surgiu a Chapinha

Você sabia que ela existe desde os tempos dos faraós?

Por Marisa De Lucia


Também conhecida como piastra, a chapinha é um aparelho muito utilizado hoje em dia para alisar os cabelos. A moda tem crescido muito e a chapinha tem se tornado quase indispensável entre as mulheres que desejam mudar o aspecto do cabelo temporariamente.

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Mas não pensem que essa vontade de alisar os cabelos é algo que faz parte só da modernidade. Ela existe desde os tempos dos faraós, porém naquela época os cabelos eram alisados com banha de porco, óleo de peixe e sebo. Já no século 19, as mulheres alisavam o cabelo com toalhas molhadas em água fervente e barras de ferro, que eram aquecidas no carvão.

Foi somente em 1906 que surgiu um pente elétrico, criado pelo engenheiro americano Simon E. Monroe. Três anos depois, foi criado por Isaak K. Shero, também engenheiro, o flat iron, um modelo da chapinha que era aquecida em fogareiros.

Mas a moda de alisar os cabelos com esse tipo de equipamento só fez a cabeça da mulherada após 20 anos, em Paris, com o primeiro modelador de cabelos. Segundo alguns pesquisadores, esse aparelho tinha a aparência de uma pinça gigante e era aquecido no fogareiro, as mulheres testavam a temperatura até alcançar uma que proporcionasse o efeito liso.

Finalmente, na década de 80 surgiu a piastra elétrica, que fez um grande sucesso entre as mulheres da classe alta, devido ao alto preço. Hoje, a piastra já pode ser adquirida com mais facilidade, pois é oferecida em diversos preços e qualidades, como por exemplo, as de turmalina que diminuem a eletricidade estática dos fios e outras de cerâmica que por emitir infravermelho e íons negativos aumenta a durabilidade do penteado.

O efeito da chapinha é totalmente reversível, basta expor o cabelo à umidade que ele volta ao natural. Contudo, é preciso tomar algumas precauções quanto ao uso de chapinhas, pois a utilização excessiva desse recurso prejudica os cabelos, enfraquecendo-os. Procure limitar seu uso a 140 ºC, duas vezes por semana, no máximo.
 

Será que estamos próximos do fim da calvície?

Implantes com células-tronco prometem eliminá-la

Por Marisa De Lucia


Um problema que assusta muito os homens e, mais ainda, as mulheres é a calvície. Mas uma boa notícia pode chegar a qualquer momento. Pelo menos, estudos mundiais vêm provando que o fim da calvície é viável e que, em breve, algumas técnicas estarão no mercado.

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De acordo com pesquisadores, algumas delas retiram células da nuca e as colocam no topo, onde voltarão a produzir cabelo. Essas células podem criar folículos capilares em áreas onde já não nascem fios, ou seja, não é o mesmo que reimplantar um fio, mas colocar a célula para trabalhar em um local novo.

Atualmente, testes já são realizados em homens e não mais em ratos. No Brasil, estão sendo desenvolvidas várias técnicas, uma delas pelo cirurgião Carlos Oscar Uebel, que utiliza o sangue do paciente para nutrir os fios a transplantar. Os fios retirados são embebidos no sangue para depois serem reimplantados na região calva.

Para evitar a calvície, devemos ter alguns cuidados com a alimentação ingerindo uma quantidade adequada de proteínas, que são encontradas em carnes vermelhas, frango, peixe, ovo, alguns queijos, feijão, castanhas e grãos.

Entre as inúmeras causas da queda dos cabelos, além da calvície hereditária, estão infecções graves, doenças da tireóide e dieta inadequada. Alguns medicamentos, como os usados no tratamento de depressão, problemas cardíacos, artrite e anemia podem causar a calvície, assim como o período pós-parto, o baixo nível de ferro no sangue, o uso de pílulas anticoncepcionais e tratamentos de câncer.

Como surgiram as perucas

Você sabia que elas já foram sinônimo de prestígio?

Por Marisa De Lucia


Embora muitas vezes vista com preconceito nos dias de hoje, a peruca na antiguidade já foi sinal de status. Apesar de fazerem o maior sucesso nas festas à fantasia, onde são usadas como deboche, antigamente elas eram sinônimo de elegância e de prestígio.

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Desde o Egito Antigo até o seu auge nos séculos XVI e XVII, a profissão de peruqueiro tinha uma excelente reputação. Muitas perucas eram confeccionadas com crina de cavalo e de bode, devido ao alto valor e a escassez dos fios naturais para sua confecção. Diz-se que o rei francês Luis XV tinha a seu dispor 40 peruqueiros. Foi durante seu reinado que a peruca ganhou um laço de fita de seda na altura da nuca.

Mas por que elas foram criadas? Qual a sua utilidade? As perucas surgiram por necessidade de se proteger do frio e por questões higiênicas. Os egípcios eram especialistas em fazer cabelos falsos, tanto para homens quanto para mulheres. Assim como os turbantes, as perucas deixavam a cabeça fresca, protegendo-a do sol.

Para poder usar perucas, os cabelos deveriam ser curtos ou raspados. Geralmente, o topo era feito de cabelos encaracolados, e as laterais, de um conjunto de plantas. E, o mais curioso, é que aqueles que não podiam pagar por um cabelo de verdade, utilizavam lã!

Na Roma antiga, a peruca ficou famosa principalmente entre as mulheres, pois era o jeito mais fácil de tornar-se loira, algo bastante desejável numa terra onde só havia morenas. Depois disso, não há registros de uso de perucas até o final do século XVI.

Nesse período, a peruca era o orgulho do homem, e um cavalheiro distinto não poderia aparecer em público sem estar usando uma. A falta dela, em algumas classes sociais, era considerada até ofensiva.

Nos Estados Unidos, em 1675, o preço das perucas era tão caro, que isso gerou uma onda de ladrões de peruca. Em 1700, elas passaram a adornar também as cabeças de serventes, militares e comerciantes. Eles podiam escolher entre vários estilos, comprimentos, enrolados ou rabo-de-cavalo. E continuaram sendo usadas até os dias de hoje.

Em 2007, lorde Phillips of Worth Matravers disse que as perucas, usadas por profissionais britânicos da área jurídica desde o século XVII, não seriam mais necessárias em casos civis ou de família, mas apenas em tribunais criminais. Para se ter uma idéia, uma peruca para uso em tribunais chega a custar mais de US$ 3 mil, hoje algo em torno de R$ 6 mil.

Hoje, a peruca é um dos recursos mais utilizados para quem está sob tratamento de câncer. Fabricadas por diversas empresas, existem as naturais, as sintéticas e até as antialérgicas, de todos os comprimentos e diversas cores.