Pedalar bicicleta diminui a ansiedade

E ainda contribui no tratamento contra a depressão

Por Marisa De Lucia


Um estudo, realizado por Sérgio Garcia Stella, pesquisador da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), indica que atividades aeróbicas com consumo moderado de oxigênio, como pedalar comedidamente uma bicicleta ergométrica, podem contribuir no tratamento contra ansiedade e depressão.

De acordo com o pesquisador, que atua no Programa de Pós-Graduação em Nutrição, exercícios mais intensos e atividades de lazer com baixo gasto calórico ajudam apenas a perder peso. O objetivo da pesquisa era testar as possibilidades de redução dos estados de ansiedade e depressão gerados pela obesidade.

Foram pesquisados 40 jovens adolescentes, de 14 a 19 anos de idade, divididos em quatro grupos. O primeiro grupo realizou exercício em bicicleta ergométrica durante uma hora, três vezes por semana, em intensidade moderada; o segundo fazia o mesmo exercício em ritmo bem maior; o terceiro grupo praticava esportes sem controle de intensidade e o último formou o grupo controle, ou seja, não participava de nenhuma atividade, sendo apenas analisados os hábitos alimentares junto aos demais.

O estudo apontou que os exercícios que mais trouxeram benefícios foram os mais moderados, que podem ser realizados facilmente pela maioria das pessoas. A conclusão dos autores do estudo, é que esses exercícios devem liberar substâncias químicas que favorecem o bem-estar emocional e mobilizam mais tecidos de gordura como fonte de energia.

Benefícios da dança para o corpo e a mente

Uma hora de dança gasta, em média, 400 calorias

Marisa De Lucia


Já está mais que provado que dançar reduz o estresse, aumenta a disposição, tonifica e define os músculos, além de queimar calorias tanto quanto caminhar ou andar de bicicleta. E quer maneirar melhor de perder peso?

Mas será que todo mundo sabe que a dança também funciona como uma terapia para a alma? Pesquisas revelam que a dança pode combater a timidez e até mesmo a depressão. Isto porque dançar promove a auto-estima, trazendo alegria e maior disposição para encarar as dificuldades do dia-a-dia

O mais interessante é que, ao contrário de algumas atividades físicas, qualquer pessoa pode dançar, não existem restrições, nem mesmo de idade. Claro que os passos devem ser adaptados às limitações físicas de cada um, mas não existe impedimento.

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Outro dado interessante: com a dança, a vida a dois com certeza melhora muito, pois o casal se torna mais próximo e acaba resgatando toda a cumplicidade do início do relacionamento.

De acordo com o diretor da Sociedade Brasileira Medicina do Esporte, Samir Daher, a dança é uma atividade aeróbica focada em pontos específicos do corpo, que variam de acordo com o tipo da atividade. “Em geral, mexe com frequência cardíaca, musculatura esquelética e articulações, podendo ser uma boa aliada para se perder peso. Uma hora de dança pode gastar em média de 300 a 400 calorias”.

Contudo, é preciso tomar alguns cuidados para evitar dores nos joelhos, coluna e tendinites, já que a atividade provoca um movimento repetitivo nas articulações, principalmente em pessoas acima do peso. O médico destaca a importância do alongamento, normalmente feito antes das aulas, e alerta que se a intensidade da prática de dança for muito intensa, exigindo horas de dedicação e mais de duas vezes na semana, é recomendada uma preparação da musculatura e do condicionamento.

“A dança, como atividade física, libera endorfina, substância relacionada ao prazer”, afirma o médico. “Ninguém dança de cara fechada e, normalmente, termina a atividade mais alegre. É um exercício que interliga mente e corpo”, observa o diretor.

Exercícios previnem o diabetes

Apenas sete minutos por semana!
Por Marisa De Lucia


Nós, sedentários – por falta de tempo ou preguiça – apesar de muitas vezes nos esforçarmos e até começarmos com as atividades físicas diárias, em pouco tempo o desânimo toma conta e vai tudo por água a baixo. Estou falando bobagem?

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De fato, seguir as recomendações de 30 minutos diários de exercícios não é tão simples quanto se imagina. Mas, graças a um estudo britânico, podemos comemorar alguns avanços, principalmente no que refere ao tão temido diabetes.

De acordo com o estudo, apenas sete minutos intensos por semana podem ser suficientes para prevenir a doença. Isso mesmo! Durante a pesquisa, 16 homens com pouco mais de 20 anos, fora de forma, foram submetidos a exercícios na bicicleta ergométrica, pedalando o mais rápido possível por 30 segundos, cinco vezes por dia e três dias por semana.

Depois de duas semanas, os pesquisadores notaram uma melhora de 23% na eficácia do uso da insulina para “limpar” a glicose da corrente sanguínea dos jovens. E o melhor: esse efeito durava, em média dez dias após a última sessão de exercícios.

Com isso, ficou confirmado que pouco tempo de exercícios em alta intensidade pode ser uma forma de as pessoas melhorarem sua saúde, prevenindo algumas doenças.

Alimentos eficazes para a memória

Exercícios e meditação também ajudam!

Por Marisa De Lucia


O excesso de informações e o estresse, comuns em nosso dia-a-dia, fazem com que cada vez mais tenhamos lapsos de memória. Mas acreditem: eles não têm nada a ver com a idade.

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De acordo com pesquisas, a memória não se degenera com o passar dos anos. Para se ter uma idéia, um jovem de 25 anos tem apenas 3% a mais de células cerebrais que uma pessoa de 70 anos. Por isso, os neurologistas apontam outros fatores que têm muito mais influência sobre a deterioração da memória.

Entre estes outros fatores estão: o estresse: que produz cortisol e noradrenalina, hormônios inimigos da memória; os traumas psicológicos e recalques: casos em que se esquece o que é insuportável lembrar; a ansiedade e a depressão; o cansaço, e ainda as drogas e os medicamentos.

E para ajudar a recobrar a memória, as dicas vão desde uma alimentação saudável até exercícios e, pasmem, passatempos de jornal do tipo: palavras cruzadas.

Os alimentos mais indicados são: vitamina B12, encontrada nos frutos do mar, algas, peixe, laticínios, grãos germinados, levedo e alface; vitamina B15, na amêndoa do damasco, arroz, grãos germinados e levedo; vitamina C, nas hortaliças e frutas como limão, laranja e cenoura, e na pimenta vermelha seca; vitamina E, no óleo de gérmen de trigo, grãos germinados, abacate e gema de ovo; colina, presente na gema de ovo, espinafre cru, soja germinada, levedo e nozes; selênio, encontrado no levedo, ovo, alho, cebola e também o zinco, presente nos frutos do mar, peixe, laticínios, gérmen de trigo, levedo e maxixe.

Já para melhorar a capacidade respiratória e, por sua vez, o fluxo sangüíneo no cérebro e sua oxigenação, os exercícios físicos regulares são amplamente recomendados. Outra receita infalível é a meditação, que aliada à respiração profunda, melhora a memória, a percepção, a concentração, a agilidade motora e reduz o estresse.

Ainda segundo neurologistas, jogos como palavras cruzadas, Su Doku, xadrez, puzzles, leituras diversificadas e outros exercícios que estimulem a atividade mental também são essenciais para combater a falta de memória.

E para quem viveu fatos traumáticos que estão esquecidos em um canto do inconsciente, a terapia é uma alternativa muito eficiente.