Lutando contra a preguiça

Muitas pessoas querem cuidar da saúde, mas têm aversão por exercícios físicos

Marisa De Lucia


Mesmo sabendo que a atividade física é fundamental para a preservação da saúde e melhora da qualidade de vida, muitas pessoas deixam de lado a prática esportiva seja por preguiça, falta de tempo, ou até mesmo aversão. E, ainda por cima, se esquecem de que a rotina sedentária pode trazer incontáveis danos ao organismo, além de contribuir para a elevação de peso.

Diversos estudos científicos comprovam a eficácia dos exercícios físicos e evidenciam seus benefícios desde o sistema cardiovascular, respiratório até o digestivo, trazendo mais energia, melhorando o humor e reduzindo o risco do desenvolvimento de doenças crônicas.

E mais: além de fazer bem ao corpo, a atividade física beneficia a mente, pois ajuda a eliminar a tensão emocional, evita o estresse e trata a depressão. Como se não bastasse, melhora também a capacidade mental, a memória e regulariza o sono, sem contar que estimula a produção de endorfina, uma substância fabricada pelo cérebro que gera a sensação de bem-estar e alívio das dores.

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Ainda assim, quantas e quantas pessoas não passam por academias por apenas alguns meses e deixam de lado as atividades físicas, mesmo conscientes do que estão perdendo. Mas não é só nas academias que podemos melhorar nosso condicionamento físico. Podemos optar por caminhadas regulares, praticar algum esporte ou mesmo praticar uma atividade prazerosa como a dança, por exemplo.

Se você precisa perder peso, deve caminhar pelo menos uma hora por dia. Depois de algum tempo pode partir para um trote leve e até uma corrida mais longa. Mas é sempre importante aquecer o corpo com alongamentos antes de qualquer exercício.

Já quanto à escolha do horário para a prática da atividade, isso vai depender dos costumes de cada um. O importante é que essa atividade seja feita com prazer e não como uma obrigação diária.

Como obter cabelos lisos

Veja as técnicas e evite as fórmulas caseiras

Por Marisa De Lucia


Não há dúvidas de que os cabelos lisos são realmente a preferência nacional tanto para homens como para mulheres. Nos dias de hoje, o cabelo escorrido tem sido o maior responsável por lotar salões de segunda a segunda. E foi-se o tempo em que alisar o cabelo era um trabalho árduo. Hoje existem inúmeras técnicas, mas cuidados com as fórmulas caseiras, pois elas podem provocar sérios danos a seus cabelos.

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Ao escolher a técnica para alisar seus cabelos, é muito importante ter em mente o efeito que se deseja. Isto porque o relaxamento, por exemplo, tira o volume dos fios, enquanto que o alisamento deixa os cabelos chapados e retos.

Shampoos e cremes alisam porque deixam os cabelos mais pesados e com menos volume. No entanto, eles facilitam a escova, mas não garantem fios escorridos.

A tradicional escova, feita com secador e uma escova redonda ainda continua em alta, apesar de ser trabalhosa se feita em casa.

Se optar pela prancha, basta secar os fios e separar os cabelos em mechas com três dedos de largura e um de espessura. Os fios devem ser mantidos muito próximos ao couro cabeludo e evitar pausas para que os cabelos não sejam queimados, ficando quebradiços. Para melhor resultado, deve-se aplicar um spray de brilho.

O amaciamento é o mais suave e pode ser feito até em cabelos com reflexo dependendo das condições dos fios. Diminui o volume sem alisar e resolve em 50% a rebeldia dos cabelos.

Sem o formol, a substância tóxica responsável por sua proibição tão logo surgiu no mercado, a escova progressiva trata os fios através da queratina. Contudo, nem todo mundo pode fazer a progressiva, pois dependendo do estado do cabelo, os fios não aguentam a química. Além disso, a frequência deve ser controlada, e o resultado vai depender das características naturais do cabelo. Os étnicos, por exemplo, não ficam lisos, apenas com cachos mais soltos.

Agora, para deixar os fios lisérrimos, a técnica mais indicada é o alisamento japonês, para a qual se utiliza produtos químicos fortes, por isso, jamais deve ser feita em casa. Atualmente, já dá para ser feita em cabelos tingidos com excelentes resultados.

Você sabe quando e como surgiu o batom?

E que já foi considerado hábito de mulher mal intencionada?

Por Marisa De Lucia


Considerado como o item de maquiagem que nunca sai de moda e que mais valoriza a mulher, o batom é apresentado em várias cores, com brilho ou sem brilho, como os cintilantes, opacos, hidratantes ou gloss, atendendo aos mais diversos gostos.

Mas você sabe onde e quando surgiu o hábito de colorir os lábios? Registros mostram que esse hábito tem raízes no Egito, onde pigmentos vermelhos já eram aplicados nos lábios em 5000 a.C.. Potes de óxido de ferro vermelho foram encontrados no interior dos túmulos antigos sumerianos e egípcios.

O busto da rainha egípcia Nefertite, exposto no Museu de Berlim, prova que lábios femininos eram pintados pelas mulheres dos faraós. Para se enfeitar, elas recorriam às alternativas naturais como a “púrpura de Tyr” uma substância que dava um aspecto mais saudável aos lábios.

Durante toda a história da humanidade, o batom foi considerado apenas como um instrumento de poder, sedução e manipulação, onde regras frente aos critérios de saúde humana, meio-ambiente e utilização de animais foram adicionadas lentamente.

Na Grécia, no século II, havia lei impedia que as mulheres usassem batom antes do casamento. Na Espanha do século VI, só usavam batom mulheres das classes menos nobres. Passaram-se os séculos e pintar os lábios se tornou hábito de mulheres mal intencionadas, tanto que em 1770 o parlamento inglês decretou proibição do ato de pintar os lábios.

Finalmente, em 1921, o batom ganhou o formato atual e começou a ser comercializado em Paris. O sucesso foi tamanho que em 1930 os estojos de batom dominaram o mercado americano. E daí espalhou-se pelo mundo afora.

Como surgiu a Coloração

Usava-se sangue de touros

Por Marisa De Lucia


Muita gente não sabe, mas desde a época dos gregos e romanos já se tingia o cabelo. E o mais curioso é que os egípcios usavam sangue de touros como tintura. De lá para cá as mulheres, especialmente, têm usado diferentes métodos para mudar a cor dos seus cabelos.

As tinturas de cabelo, na Antiguidade, eram feitas com extratos de plantas e amoras esmagadas e eram aplicadas nos cabelos como um creme rinse. Já nos séculos 17 e 18, para conseguir uma cor mais clara, as mulheres aplicavam óleo e pó nos cabelos.

Se observarmos, os filmes de época apresentam Cleópatra com penteados e cabelos de diferentes tonalidades. Suas lindas tranças castanho-avermelhadas, que se tornaram famosas, eram coloridas com preparados à base de hena. Quando as queria em tom dourado, a princesa egípcia recorria à tintura de camomila, como hoje o fazem as mulheres para conservar o louro da juventude e manter a beleza dos cabelos.

Hoje, o tingimento é um processo químico que adiciona ou remove pigmentos do cabelo. A coloração penetra na raiz do cabelo e te leva de loira à morena e, virtualmente, a qualquer tom entre os dois. Ainda temos produtos de coloração superficial, mas também temos cores com duração de poucos dias, poucas semanas ou tingimentos que podem ser usados até que desapareçam.

Com o grande avanço da tecnologia, as colorações mais utilizadas são as por ação oxidante que clareiam e removem os pigmentos naturais. As colorações modernas oferecem também tratamento como, por exemplo, a La couleur parfaite da Marie Louise, que traz em sua fórmula o Silício, um poderoso regenerador da derme que protege o couro cabeludo contra a ardência causada pela amônia e trata a mesma contra a oleosidade excessiva ou a descamação que ocorre em pessoas com hipersensibilidade.

Segundo Débora Deiros, técnica de coloração da Marie Louise, “além da proteção do Silício, encontramos a Queratina que já faz parte da estrutura do fio de cabelo e que é retirada do fio através da alcalinidade provocada pela amônia. Através da quantidade de queratina presente na coloração La couleur parfaite Marie Louise, o fio mantém seu aspecto saudável, além de maciez e brilho intenso”.

Como surgiram os cosméticos

Você sabia que na Idade Média, a Igreja Católica proibiu o uso de cosméticos?

Por Marisa De Lucia


Hoje, peça fundamental no dia-a-dia das mulheres, os cosméticos estão cada vez mais aperfeiçoados e com variedades incríveis, atendendo a todos os tipos de pele e com ingredientes que não provocam alergia. Mas desde quando as mulheres se utilizam desses recursos?

Muita gente não sabe, mas os primeiros registros da utilização de cosméticos datam do Egito antigo, em 3000 A.C. Já nessa época os egípcios pintavam os olhos para evitar a contemplação direta do deus Sol, usando cera de abelhas, mel e leite no preparo de cremes. Para deixar sua pele mais macia. Cleópatra tomava banho com leite de cabra.

Agora, algo que não dá para acreditar é que durante a Idade Média os cosméticos desapareceram na Europa, pois a Igreja Católica proibiu o culto à beleza e o Parlamento Inglês condenou a prática, alegando ser bruxaria, ameaçando com prisão quem fizesse uso de tais produtos.

O uso voltou na época das Cruzadas, quando o banho não era diário e os odores corporais eram disfarçados pelo uso de perfumes. Foi nessa época que a perfumaria se desenvolveu na cidade de Paris.

palavra cosmético vem do grego kosmetikós, que significa “o que serve para ornamentar”. Os cosméticos surgiram no Oriente na Antiguidade e se espalharam pelo resto do mundo. Usavam-se óleos, essências de rosa e de jasmim e tinturas para os cabelos. A alta sociedade de Roma tomava banhos com leite de jumenta para embelezar a pele. Na Idade Média, o açafrão servia para colorir os lábios; o negro da fuligem, para escurecer os cílios; a sálvia, para esbranquecer os dentes; a clara de ovo e o vinagre, para aveludar a pele.

Mas os cosméticos enfrentaram vários obstáculos ao longo da história. Uma lei grega do século II proibia que as mulheres escondessem sua verdadeira aparência com maquiagem antes do casamento. A legislação draconiana, adotada pelo Parlamento britânico em 1770, permitia a anulação do casamento se a noiva estivesse de maquiagem, dentadura ou cabelo falso. Nos anos seguintes, no entanto, a maquiagem pesada tomou conta da Inglaterra e da França. Até que a febre passou após a Revolução Francesa. Só se admitia que pessoas mais velhas e artistas de teatro usassem. Em 1880, a maquiagem reconquistou as mulheres e nascia a moderna indústria de cosméticos.

Os pós faciais, que surgiram em 4 000 a.C. na antiga Grécia, eram perigosos porque tinham uma grande quantidade de chumbo em sua composição e chegaram a causar várias mortes prematuras. O rouge era um pouco mais seguro. Embora fosse feito com amoras e algas marinhas, substâncias naturais, sua cor era extraída do cinabre (sulfeto de mercúrio), um mineral vermelho. O mesmo rouge era usado nos lábios, como batom, onde era mais facilmente ingerido e também causava envenenamento.

O costume de pintar as unhas nasceu na China, no século III a.C. As cores do esmalte indicavam a classe social do indivíduo. Os primeiros eram feitos de goma arábica, clara de ovo, gelatina e cera de abelha. Os reis pintavam as unhas com as cores preta e vermelha, depois substituídas pelo dourado e pelo prateado. No Egito antigo, a tradição se repetiu.

Finalmente, na Idade Contemporânea, no século XIX, as donas-de-casa começaram a fabricar cosméticos em suas próprias residências utilizando ingredientes como leite, água de rosas, creme de pepino, limonada, etc. Já o primeiro laboratório cosmético e medicinal foi criado em Florença em 1508, mesmo ano em que foi inaugurado na França o primeiro instituto de beleza, Catalina Caligai.

Como surgiu o secador de cabelos

Você sabia que antigamente os cabelos eram secos com o ferro de engomar?

Por Marisa De Lucia


Se levarmos em conta a importância que a moda e a beleza têm nos dias de hoje, vamos concordar que o secador de cabelos é peça fundamental não só dos cabeleireiros, mas dentro de nossas casas.

Dos mais variados modelos e com potências variáveis, os secadores de cabelos não estão apenas nos salões de beleza, mas em casa e até disponíveis nas grandes redes de hotéis. Afinal, para que os cabelos fiquem do jeito que gostamos não dá para deixá-los secar à vontade, não é mesmo?

Mas você imaginava que, antes dos secadores de cabelos aparecerem, eram usadas várias técnicas pouco cômodas como, por exemplo, secar os cabelos com o ferro de engomar ou usar uns ferros cilíndricos, previamente aquecidos no fogão, para deixar os cabelos em forma de caracóis?

Os primeiros secadores de cabelos elétricos, com resistência parecida a dos aquecedores e motor semelhante ao dos aspiradores, surgiram em 1920. Os primeiros modelos eram feitos de alumínio, cromo ou aço inoxidável e o cabo era feito de madeira, o que os tornava pesados e, portanto, difíceis de manejar.

Foi somente nos anos 30 que surgiu um novo material, a baquelite, um plástico resistente ao calor, que pode ser moldado e assumir várias cores e feitios. A partir daí, vários modelos foram postos no mercado até os nossos dias.

Escolha correta do tênis evita lesões

É importante saber que para cada tipo de atividade física existe um tipo ideal de calçado

Por Marisa De Lucia


A escolha por um calçado, na maioria das vezes, leva em consideração o preço, o modelo e a última tendência da moda. No entanto, poucos consumidores têm a preocupação de checar se o calçado é confortável e compatível com sua estrutura física.

E quando a escolha é por um tênis para a prática de uma atividade esportiva, essa preocupação deve ser ainda maior porque pode ocorrer alguma lesão, às vezes, de grave proporção.

Pelo fato dos modelos e preços variarem muito, as escolhas acabam comprometidas entre o belo design e o preço baixo, desprezando informações técnicas importantes sobre o produto, que muitas vezes os funcionários não sabem esclarecer.

Comprar tênis de ambulante agrava ainda mais o problema, uma vez que os tênis falsificados imitam os modelos originais com uma aparente perfeição, mas sem submetê-los a testes de garantia de qualidade. E um tênis inadequado pode provocar uma série de lesões nos ligamentos, coluna, joelho e calcanhares.
 
A Associação Americana para o Estudo do Pé e Tornozelo recomenda que a compra de um tênis seja feita no final do dia, porque os pés incham nesse período, e sempre usando as meias de sua preferência no momento de experimentar o tênis. Uma folga da largura de um dedo da mão entre o dedão e a ponta do tênis também é recomendada.

E lembre-se: um tênis resiste até 500 quilômetros. Se você pratica corrida diariamente é melhor que tenha dois pares de tênis para, alternando-os, prolongar seu tempo de uso.

Rir faz o coração funcionar melhor

Apenas 15 minutos de risadas por dia ajudam o sistema vascular

Por Marisa De Lucia


De acordo com um estudo da escola de Medicina da Universidade de Baltimore, nos Estados Unidos, assistir a uma comédia melhora a maneira como os vasos sanguíneos funcionam. Provocadas por comédia, as risadas fizeram o fluxo sanguíneo aumentar 22%.

 

Pesquisadores da universidade contaram com voluntários para comparar os efeitos de se assistir a cenas engraçadas e cenas estressantes. Enquanto as risadas fizeram com que o fluxo aumentasse 22%, o estresse fez com que o fluxo de sangue reduzisse 35%.

Os resultados da pesquisa mostraram que a risada levou o endotélio, tecido que forma o revestimento interno de vasos sanguíneos, a se expandir para aumentar o fluxo do sangue.

O endotélio é conhecido por ter um forte efeito sobre o tônus de vasos sanguíneos, ajustar a coagulação e espessamento do sangue, além de secretar substâncias químicas em reação a ferimentos, infecções ou irritações.     

De acordo com Michael Miller, diretor de cardiologia preventiva do centro médico da Universidade de Maryland, o endotélio é a primeira linha no desenvolvimento de arterioesclerose ou endurecimento das artérias. Então, dado o resultado do estudo, é concebível que rir pode ser importante para manter um endotélio saudável e reduzir o risco de doenças cardiovasculares. “No mínimo, a risada contrabalança o impacto do estresse, que é danoso para o endotélio”, diz ele.

Os pesquisadores estudaram também 20 voluntários saudáveis, não fumantes, com idade média de 33 anos. Eles assistiram a um trecho de um filme que causasse estresse, como a abertura de O Resgate do Soldado Ryan, ou a um pedaço de um filme que os fizesse rir, como King Pin. Pelo menos 48 horas depois, eles viram um filme que provocasse o efeito oposto do que assistiram anteriormente.

Antes de assistir a cada filme, os voluntários ficaram em jejum e submeteram-se a testes para saber como os vasos sanguíneos na artéria braquial do braço respondiam a súbitos aumentos no fluxo de sangue.

Os voluntários assistiram a trechos de 15 minutos dos filmes, deitados num quarto com temperatura controlada. Depois da sessão, seus vasos sanguíneos foram testados novamente. Não foi observada nenhuma diferença na dilatação de vasos sanguíneos entre os dois grupos antes da exibição dos filmes, mas o fluxo da artéria braquial reduziu-se em 14 dos 20 voluntários após a exibição de filmes que causaram estresse.

Em contraste, um relaxamento de vasos sanguíneos benéfico, ou vasodilatação, ocorreu em 19 dos 20 voluntários, depois de assistirem a trechos de filmes que provocaram risos.

Em seu livro “A Terapia do Riso – A Cura Pela Alegria”, Eduardo Lambert  revela que as endorfinas produzidas através do riso estimulam o sistema imunológico contra reações alérgicas, bactérias e vírus; protegem o aparelho circulatório contra enfartes e derrames; ajudam a melhorar a pressão arterial, ampliam a capacidade respiratória e promovem uma ação antienvelhecimento.

Livro traz histórias e significados de tatuagens e piercings

A autora alerta também sobre os riscos médicos e legais dessas práticas

Por Marisa De Lucia


Título: Tatuagem, Piercing e Outras Mensagens do Corpo
Autora: Leusa Araujo
Editora: Cosac & Naify
Número de Páginas: 87

Sinopse “Tatuagem, Piercing e Outras Mensagens do Corpo”

 

Ilustrado com aproximadamente 90 imagens, o livro “Tatuagem, Piercing e Outras Mensagens do Corpo” traz uma rigorosa pesquisa histórica sobre as “mensagens do corpo”, dos antigos rituais das sociedades tradicionais às mais recentes tribos urbanas e as definições dos principais símbolos da tatuagem: uma borboleta é sinal de felicidade; uma caveira marca a transitoriedade da vida; uma rosa vermelha simboliza o amor eterno etc.

Esses e outros símbolos estão reproduzidos no encarte de tatuagens removíveis, criadas especialmente para a obra pelos tatuadores Pedro M. Lucente e Ivan Szazi. Finalmente, um dos capítulos traz advertências para quem pensa, ou já pensou, em fazer uma tatuagem ou piercing, alertando para os riscos médicos e legais dessas práticas.

Sobre a autora:

Jornalista desde 1981, Leusa Araujo estreou na literatura infantil e juvenil em 1994 com o livro “Agitação à Beira-Mar, da coleção Vagalume, Editora Ática. Em 2005, lançou “A Cabeleira de Berenice” da coleção Barco a Vapor, SM Edições. Colaborou como pesquisadora e editora de textos nos livros Chic, Chic Homem e Chic[érrimo], todos de Gloria Kalil, e foi redatora do livro “Maquiagem: Duda Molinos”, entre outros. O conto “A dona de casa não está”, de sua autoria, teve os direitos adquiridos pela Rede Globo de Televisão para futuras produções audiovisuais. “Tatuagem, piercing e outras mensagens do corpo” é seu primeiro livro de não-ficção para o público jovem. Para acompanhar um bate-papo com Leusa Araujo,
acesse: http://tc.batepapo.uol.com.br/convidados/arquivo/livros/ult1750u322.jhtm

Piercing oral pode causar agravamento de cardiopatias

E até levar o paciente a ter dificuldades para respirar, mastigar e falar

Por Por Marisa De Lucia


Uma pesquisa realizada pelo cirurgião-dentista Jefferson Vinícius Bozelli, especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial e mestrando em Clínica Infantil e Ortodontia, revela que o uso prolongado do piercing na língua, bochechas, lábios e úvula (conhecida como “campainha”) pode trazer consequencias graves que vão desde edemas até o agravamento severo de cardiopatias.

O estudo, que tem por objetivo orientar os dentistas sobre as consequências que o piercing oral acarreta na mucosa bucal, nos dentes e em seus tecidos de sustentação, foi publicado recentemente na Revista do Instituto das Ciências da Saúde da USP e mostra também que muitos dos edemas provocados pelo uso do piercing podem levar o paciente, em alguns casos, a ter dificuldade para respirar, mastigar e falar.

O especialista observa que a constante agressão da mucosa bucal pode ocasionar uma leucoplasia, isto é, uma lesão caracterizada por uma mancha branca que pode causar câncer. Já para pessoas que sofrem de doenças no coração, a língua agredida pelo piercing é uma porta permanentemente aberta para as infecções. Segundo ele, de acordo com artigos científicos, alguns casos de infecção no coração por bactérias são devido ao uso do piercing oral.

O trabalho revela ainda que cada tipo de piercing oral acarreta um dano. O colocado na língua pode causar a fratura das coroas dos pré-molares, molares e incisivos centrais superiores durante a mastigação e fala, e se houver comprometimento da polpa será preciso iniciar o tratamento endodôntico (canal).

Portanto, para evitar complicações, é necessário manter uma higienização que envolve a retirada do piercing três vezes ao dia, durante a escovação dos dentes após as refeições, sua escovação cuidadosa e lavagem em uma solução de clorexidina diluída a 0,12%, além de fazer bochechos com soluções antissépticas. Será que a garotada tem feito isso?