Visagismo cuida da estética a partir do temperamento da pessoa

Livro traz orientações para estudantes e profissionais de beleza

Por Marisa De Lucia


O livro “Visagismo: harmonia e estética” do artista plástico e educador Philip Hallawell traz orientações para maquiadores e cabeleireiros sobre a arte de transformar o rosto e o corte do cabelo.

Este livro é indicado para cabeleireiros, maquiadores, profissionais de beleza e estudantes do visagismo -arte de embelezar ou transformar o rosto- utilizando cosméticos, tinturas e o corte do cabelo.

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De acordo com Hallawell, o uso da linguagem visual na maquiagem e no corte de cabelo é importante para manter a apresentação social respeitada. O princípio do visagismo é justamente essa criação de imagem pessoal firme, partindo do pressuposto que a beleza é a manifestação da harmonia da vida.

Analisando o formato do rosto, profissão, situação pessoal, tom de pele e até gostos pessoais é possível contribuir para a auto-estima da pessoa que acaba procurando ajuda nas clínicas de estéticas, salões de beleza e spas. “Os profissionais devem estar antenados para essa situação”, alerta Hallawell.

Sua obra é útil também para os que querem conhecer princípios básicos de harmonia e estética do rosto, mostrando com detalhes como criar efeitos por meio da linguagem visual e da criatividade, fugindo das fórmulas e soluções padronizadas.

Hallawell apresenta diferentes tipos de comportamentos e temperamentos pesquisados no ser humano, classificando-os em quatro grupos:

  • Sanguíneo – Pessoas comunicativas, afetivas, impulsivas e extrovertidas;
  • Clérico – Pessoas determinadas, persistentes, teimosas e insensíveis;
  • Melancólico – Geralmente pessoas pensativas, habilidosas, organizadas e perfeccionistas;
  • Fleumático – São as pessoas diplomáticas; adaptáveis, indecisas e despojadas.

O educador acredita que, com essas dicas, os profissionais de estética terão mais facilidade em criar seu próprio marketing pessoal. “Todos passarão a se preocupar mais com as cores, linhas de rosto, cortes de cabelo e comportamentos, entre outros conceitos que revelam a personalidade de uma pessoa”, diz ele.

O livro “Visagismo: harmonia e estética” de Philip Hallawel, lançado pela Editora SENAC São Paulo, traz assuntos de estética; beleza; cosmetologia; beleza corporal; cuidados com a pele; face e percepção visual.

Cuidados com a depilação definitiva

É fundamental procurar um especialista para evitar incidentes.

Por:Marisa De Lucia


Para quem tem crescimento anormal dos pelos, os especialistas recomendam a depilação definitiva, que destrói as células matrizes inibindo assim o crescimento do pelo.

Quem optar pela depilação definitiva (eletrólise) deve, antes de tudo, fazer um exame médico para detectar a causa do crescimento exagerado dos pelos, pois a eletrólise irá combater somente o efeito não estético.

Escolha do profissional, que tenha domínio total da técnica da eletrólise para poder executá-la sem que no ocorram problemas como a penetração da agulha além da raiz resultando na destruição do bulbo ou a penetração insuficiente, acarretando uma queimadura superficial.

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Outro cuidado a ser tomado é em relação ao tempo de descarga, pois um tempo acima do necessário poderá provocar não só queimadura da pele, mas também cicatrizes. Embora o controle da intensidade deva estar de acordo com a resistência do pelo, a sensibilidade da pele deve ser considerada.

Após a depilação, deve-se evitar maquiagem e tomar sol por um período de 12 horas, usar somente sabonete antisséptico e aplicar um gel cicatrizante todos os dias durante pelo menos uma semana.

Como surgiram as perucas

Você sabia que elas já foram sinônimo de prestígio?

Por Marisa De Lucia


Embora muitas vezes vista com preconceito nos dias de hoje, a peruca na antiguidade já foi sinal de status. Apesar de fazerem o maior sucesso nas festas à fantasia, onde são usadas como deboche, antigamente elas eram sinônimo de elegância e de prestígio.

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Desde o Egito Antigo até o seu auge nos séculos XVI e XVII, a profissão de peruqueiro tinha uma excelente reputação. Muitas perucas eram confeccionadas com crina de cavalo e de bode, devido ao alto valor e a escassez dos fios naturais para sua confecção. Diz-se que o rei francês Luis XV tinha a seu dispor 40 peruqueiros. Foi durante seu reinado que a peruca ganhou um laço de fita de seda na altura da nuca.

Mas por que elas foram criadas? Qual a sua utilidade? As perucas surgiram por necessidade de se proteger do frio e por questões higiênicas. Os egípcios eram especialistas em fazer cabelos falsos, tanto para homens quanto para mulheres. Assim como os turbantes, as perucas deixavam a cabeça fresca, protegendo-a do sol.

Para poder usar perucas, os cabelos deveriam ser curtos ou raspados. Geralmente, o topo era feito de cabelos encaracolados, e as laterais, de um conjunto de plantas. E, o mais curioso, é que aqueles que não podiam pagar por um cabelo de verdade, utilizavam lã!

Na Roma antiga, a peruca ficou famosa principalmente entre as mulheres, pois era o jeito mais fácil de tornar-se loira, algo bastante desejável numa terra onde só havia morenas. Depois disso, não há registros de uso de perucas até o final do século XVI.

Nesse período, a peruca era o orgulho do homem, e um cavalheiro distinto não poderia aparecer em público sem estar usando uma. A falta dela, em algumas classes sociais, era considerada até ofensiva.

Nos Estados Unidos, em 1675, o preço das perucas era tão caro, que isso gerou uma onda de ladrões de peruca. Em 1700, elas passaram a adornar também as cabeças de serventes, militares e comerciantes. Eles podiam escolher entre vários estilos, comprimentos, enrolados ou rabo-de-cavalo. E continuaram sendo usadas até os dias de hoje.

Em 2007, lorde Phillips of Worth Matravers disse que as perucas, usadas por profissionais britânicos da área jurídica desde o século XVII, não seriam mais necessárias em casos civis ou de família, mas apenas em tribunais criminais. Para se ter uma idéia, uma peruca para uso em tribunais chega a custar mais de US$ 3 mil, hoje algo em torno de R$ 6 mil.

Hoje, a peruca é um dos recursos mais utilizados para quem está sob tratamento de câncer. Fabricadas por diversas empresas, existem as naturais, as sintéticas e até as antialérgicas, de todos os comprimentos e diversas cores.

Livro traz histórias e significados de tatuagens e piercings

A autora alerta também sobre os riscos médicos e legais dessas práticas

Por Marisa De Lucia


Título: Tatuagem, Piercing e Outras Mensagens do Corpo
Autora: Leusa Araujo
Editora: Cosac & Naify
Número de Páginas: 87

Sinopse “Tatuagem, Piercing e Outras Mensagens do Corpo”

 

Ilustrado com aproximadamente 90 imagens, o livro “Tatuagem, Piercing e Outras Mensagens do Corpo” traz uma rigorosa pesquisa histórica sobre as “mensagens do corpo”, dos antigos rituais das sociedades tradicionais às mais recentes tribos urbanas e as definições dos principais símbolos da tatuagem: uma borboleta é sinal de felicidade; uma caveira marca a transitoriedade da vida; uma rosa vermelha simboliza o amor eterno etc.

Esses e outros símbolos estão reproduzidos no encarte de tatuagens removíveis, criadas especialmente para a obra pelos tatuadores Pedro M. Lucente e Ivan Szazi. Finalmente, um dos capítulos traz advertências para quem pensa, ou já pensou, em fazer uma tatuagem ou piercing, alertando para os riscos médicos e legais dessas práticas.

Sobre a autora:

Jornalista desde 1981, Leusa Araujo estreou na literatura infantil e juvenil em 1994 com o livro “Agitação à Beira-Mar, da coleção Vagalume, Editora Ática. Em 2005, lançou “A Cabeleira de Berenice” da coleção Barco a Vapor, SM Edições. Colaborou como pesquisadora e editora de textos nos livros Chic, Chic Homem e Chic[érrimo], todos de Gloria Kalil, e foi redatora do livro “Maquiagem: Duda Molinos”, entre outros. O conto “A dona de casa não está”, de sua autoria, teve os direitos adquiridos pela Rede Globo de Televisão para futuras produções audiovisuais. “Tatuagem, piercing e outras mensagens do corpo” é seu primeiro livro de não-ficção para o público jovem. Para acompanhar um bate-papo com Leusa Araujo,
acesse: http://tc.batepapo.uol.com.br/convidados/arquivo/livros/ult1750u322.jhtm

Piercing oral pode causar agravamento de cardiopatias

E até levar o paciente a ter dificuldades para respirar, mastigar e falar

Por Por Marisa De Lucia


Uma pesquisa realizada pelo cirurgião-dentista Jefferson Vinícius Bozelli, especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial e mestrando em Clínica Infantil e Ortodontia, revela que o uso prolongado do piercing na língua, bochechas, lábios e úvula (conhecida como “campainha”) pode trazer consequencias graves que vão desde edemas até o agravamento severo de cardiopatias.

O estudo, que tem por objetivo orientar os dentistas sobre as consequências que o piercing oral acarreta na mucosa bucal, nos dentes e em seus tecidos de sustentação, foi publicado recentemente na Revista do Instituto das Ciências da Saúde da USP e mostra também que muitos dos edemas provocados pelo uso do piercing podem levar o paciente, em alguns casos, a ter dificuldade para respirar, mastigar e falar.

O especialista observa que a constante agressão da mucosa bucal pode ocasionar uma leucoplasia, isto é, uma lesão caracterizada por uma mancha branca que pode causar câncer. Já para pessoas que sofrem de doenças no coração, a língua agredida pelo piercing é uma porta permanentemente aberta para as infecções. Segundo ele, de acordo com artigos científicos, alguns casos de infecção no coração por bactérias são devido ao uso do piercing oral.

O trabalho revela ainda que cada tipo de piercing oral acarreta um dano. O colocado na língua pode causar a fratura das coroas dos pré-molares, molares e incisivos centrais superiores durante a mastigação e fala, e se houver comprometimento da polpa será preciso iniciar o tratamento endodôntico (canal).

Portanto, para evitar complicações, é necessário manter uma higienização que envolve a retirada do piercing três vezes ao dia, durante a escovação dos dentes após as refeições, sua escovação cuidadosa e lavagem em uma solução de clorexidina diluída a 0,12%, além de fazer bochechos com soluções antissépticas. Será que a garotada tem feito isso?