Como surgiu o desodorante

E pensar que os romanos usavam almofadas aromatizadas nas axilas…

Por Marisa De Lucia


O desodorante, produto que não pode faltar entre os itens de higiene, tem mais de dois séculos de existência. O mais curioso é que desde a época do Império Romano, as pessoas tentavam controlar o suor e o consequente odor provocado pelo mesmo usando debaixo das axilas pequenas almofadas aromatizadas.

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O primeiro desodorante do qual se tem notícia surgiu no século XX, nos Estados Unidos. À base sulfato de potássio e alumínio, o produto até ajudava a eliminar o odor, mas seu preço até então era muito alto.

No entanto, foi somente depois da segunda guerra mundial que seu preço caiu e finalmente o uso do desodorante se espalhou por todos os países ocidentais. O primeiro desodorante foi lançado no mercado pela marca Odorono, mas inicialmente era vendido apenas em farmácias.

A propaganda da época mostrava uma bela jovem fugindo do galã ao comprovar que o desodorante tinha vencido (aliás, temos comerciais semelhantes até os dias de hoje). Dessa forma o amor “à primeira vista” deu lugar ao amor “ao primeiro olfato”.

Depois disso, surgiu uma ampla gama de variedades. Desde desodorantes para as axilas, para os pés, para a higiene íntima, para o hálito, para desinfetar e aromatizar o ar, para a roupa, para o cabelo, contra o fumo etc.

Apresentado em diversas formas, você pode optar pelos desodorantes aromatizados ou sem perfume, com ou sem álcool e ainda os mais sofisticados, que possuem até agentes bactericidas.

O desodorante pode ser antitranspirante, que fecha cerca de 50% das glândulas sudoríparas (suposto de causar câncer), ou ainda antiperspirante que reduz a transpiração e consequentemente a formação do mau-cheiro.

Você sabe quando surgiu o barbeador?

Muitos não sabem, mas ele existe desde 1888!

por Marisa de Lúcia


O primeiro modelo de barbeador foi criado nos Estados Unidos, por volta de 1888, pelos irmãos Kampfe de Nova York. O aparelho possuía uma bainha de metal, localizada sobre a lâmina, que impedia cortes profundos, o que normalmente ocorria com o uso da navalha.

Mas foi somente em 1895 que o norte-americano King Camp Gillette, fazendo a barba numa manhã quente, teve a brilhante idéia de criar um sistema de barbear que utilizasse lâminas descartáveis.

A inovação de seu invento não estava no aparelho, mas sim na lâmina, que tinha uma camada fina de aço afiada dos dois lados podendo ser usada algumas vezes e depois descartada.

Muita gente duvidou do sucesso do barbeador, pois achavam que ninguém iria querer comprar lâminas a toda hora, uma vez que podia simplesmente afiar a navalha. Contudo, a primeira venda da Gillete, em 1903, foi de 51 barbeadores e 168 lâminas. No ano seguinte, a empresa produzia 90.000 barbeadores e 12,4 milhões de lâminas.

O método, no entanto, foi amplamente adotado quando, durante a Primeira Guerra Mundial, a Gillette enviou um aparelho de barbear para cada soldado americano, e muitos passaram a barbear-se em sua própria casa. Nessa época, as lâminas eram embaladas uma a uma, em papéis com o retrato e a assinatura de King C. Gillette. Quem não se lembra?

Já o barbeador elétrico foi criado pelo tenente americano Jacob Schick que, cansado de não ter como fazer a barba nos dias de frio ou quando acabava a água, resolveu dar um jeito de se barbear a seco. Em 1918, criou um barbeador com lâminas acionadas por um motor elétrico, que cortavam os pelos sem precisar de espuma ou água. Mas o invento passou a ser comercializado somente 13 anos depois, em 1931.