Você sabia como surgiu a dança?

Há mais de 15 mil anos atrás já foram registrados os primeiros movimentos

Marisa De Lucia


O homem foi o primeiro a manifestar o movimento de dança. Contudo, naquela época ela era executada quando alguém se sentia feliz com a vinda da chuva ou quando ganhava um presente. Passado um tempo, o homem sentiu que para dançar ele precisava de um barulho para acompanhar seus movimentos como seu próprio assovio, daí a origem dos instrumentos de sopro.

Por meio das pinturas e rabiscos que os homens das cavernas deixaram registrados nas paredes das cavernas, conclui-se que os primeiros movimentos que a nós chamamos de dança surgiram há mais de 15 mil anos.

A dança teve maior importância nas sociedades anteriores a valorização da palavra: a crescente importância dada à atividade mental e conseqüente abstração, tirou da dança o papel de meio de expressão de emoções, transferindo-o para a palavra. Assim, a dança começou a restringir-se à vida social.

Dessa forma, as culturas ocidentais deixaram de ser dançantes para se tornarem pensantes. No entanto, a dança, e, como parte dela, a dança social e também a dança de salão, continua expressando o pensamento e a emotividade da respectiva cultura.

Photo by George Marks/Retrofile RF / Getty Images

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Muito provavelmente, as primeiras danças foram rituais ou místicas. O ser humano procurava (e até hoje procura) alcançar um bem estar que permite experiências transcendentais que o aproximem dos princípios místicos que acredita estarem guiando o mundo

Em pinturas de parede egípcias encontram-se as primeiras representações de dança de palco, ou seja, de uma forma artística de dançar cujo objetivo é entreter um público passivo: a dança se profissionalizou.

Durante a Idade Média e o Renascimento surgiu a dança como atividade social, ou seja, como expressão do fato de pertencer a determinada classe ou grupo social. As classes nobres diferenciavam-se das classes baixas, entre outros através das danças típicas, cuja aprendizagem fazia parte da educação. A aristocracia praticava as danças da corte, e o povo, as danças folclóricas. Surgiram então, então, nas cortes, os primeiros professores de dança e etiqueta. As habilidades de dançar, assim, estavam entre aquelas que qualificavam o indivíduo a fazer parte do grupo social ao qual pertencia por nascimento.

Você sabia como surgiu a profissão de cabeleireiro?

Foram os gregos que criaram os primeiros salões de beleza

Por Marisa De Lucia


Embora muitos achados arqueológicos, como navalhas e pentes feitos em pedra, revelem que os cuidados com o visual dos cabelos datam da pré-história, foi há aproximadamente cinco mil anos, no Egito, que os escravos começaram a mostrar suas habilidades como “embelezadores de cabelos”.

Em 3.000 a.C., ainda que as cabeças raspadas e lisas e os corpos sem pêlos mostrassem sinais de nobreza no Egito, era moda usar perucas de lã de carneiro ou cabelo humano e também barbas postiças para os homens.

Já os primeiros salões de cabeleireiro foram criados pelos gregos, em Atenas, construídos sobre a praça pública, o Ágora, o então espaço da cidadania. Lá, os chamados “embelezadores de cabelo”, tornavam-se escravos especiais. As escravas cuidavam dos cabelos das mulheres e os escravos dos homens.

Na Grécia antiga, prevaleciam os louros, frisados, com caracóis estreitos e discretos, com franjas em espiral. Nos salões, poetas, escritores e filósofos conversavam enquanto eram barbeados, massageados e passavam por cuidados de manicure e pedicure.

E desde aquele tempo os cabelos loiros eram raros e admirados pelos gregos e tanto as mulheres como também os homens tentavam descolorir seus cabelos com infusões de flores amarelas.

Finalmente, no século XX, a moda dos cabelos aliou-se à tecnologia. Em 1906, o londrino Charles Nestle inventou a máquina de fazer ondas permanentes nos cabelos, que levada nada menos que 10 horas para concluir o processo.
No ano seguinte, um estudante de química francês, Eugène Schuller, fundou a empresa L’Oréal, criando uma tintura para cobrir os cabelos grisalhos com cores naturais e usando um processo permanente.

Daí em diante, cada década trouxe uma moda para os cabelos, mas somente a partir da década de 70 aconteceu a plena aceitação de estilos variados para ambos os sexos, desde os cabelos soltos até o estilo “punk”, com cortes incríveis e inusitados.

Você sabe quando surgiu o barbeador?

Muitos não sabem, mas ele existe desde 1888!

por Marisa de Lúcia


O primeiro modelo de barbeador foi criado nos Estados Unidos, por volta de 1888, pelos irmãos Kampfe de Nova York. O aparelho possuía uma bainha de metal, localizada sobre a lâmina, que impedia cortes profundos, o que normalmente ocorria com o uso da navalha.

Mas foi somente em 1895 que o norte-americano King Camp Gillette, fazendo a barba numa manhã quente, teve a brilhante idéia de criar um sistema de barbear que utilizasse lâminas descartáveis.

A inovação de seu invento não estava no aparelho, mas sim na lâmina, que tinha uma camada fina de aço afiada dos dois lados podendo ser usada algumas vezes e depois descartada.

Muita gente duvidou do sucesso do barbeador, pois achavam que ninguém iria querer comprar lâminas a toda hora, uma vez que podia simplesmente afiar a navalha. Contudo, a primeira venda da Gillete, em 1903, foi de 51 barbeadores e 168 lâminas. No ano seguinte, a empresa produzia 90.000 barbeadores e 12,4 milhões de lâminas.

O método, no entanto, foi amplamente adotado quando, durante a Primeira Guerra Mundial, a Gillette enviou um aparelho de barbear para cada soldado americano, e muitos passaram a barbear-se em sua própria casa. Nessa época, as lâminas eram embaladas uma a uma, em papéis com o retrato e a assinatura de King C. Gillette. Quem não se lembra?

Já o barbeador elétrico foi criado pelo tenente americano Jacob Schick que, cansado de não ter como fazer a barba nos dias de frio ou quando acabava a água, resolveu dar um jeito de se barbear a seco. Em 1918, criou um barbeador com lâminas acionadas por um motor elétrico, que cortavam os pelos sem precisar de espuma ou água. Mas o invento passou a ser comercializado somente 13 anos depois, em 1931.