Como surgiu a Chapinha

Você sabia que ela existe desde os tempos dos faraós?

Por Marisa De Lucia


Também conhecida como piastra, a chapinha é um aparelho muito utilizado hoje em dia para alisar os cabelos. A moda tem crescido muito e a chapinha tem se tornado quase indispensável entre as mulheres que desejam mudar o aspecto do cabelo temporariamente.

hair.jpg

Mas não pensem que essa vontade de alisar os cabelos é algo que faz parte só da modernidade. Ela existe desde os tempos dos faraós, porém naquela época os cabelos eram alisados com banha de porco, óleo de peixe e sebo. Já no século 19, as mulheres alisavam o cabelo com toalhas molhadas em água fervente e barras de ferro, que eram aquecidas no carvão.

Foi somente em 1906 que surgiu um pente elétrico, criado pelo engenheiro americano Simon E. Monroe. Três anos depois, foi criado por Isaak K. Shero, também engenheiro, o flat iron, um modelo da chapinha que era aquecida em fogareiros.

Mas a moda de alisar os cabelos com esse tipo de equipamento só fez a cabeça da mulherada após 20 anos, em Paris, com o primeiro modelador de cabelos. Segundo alguns pesquisadores, esse aparelho tinha a aparência de uma pinça gigante e era aquecido no fogareiro, as mulheres testavam a temperatura até alcançar uma que proporcionasse o efeito liso.

Finalmente, na década de 80 surgiu a piastra elétrica, que fez um grande sucesso entre as mulheres da classe alta, devido ao alto preço. Hoje, a piastra já pode ser adquirida com mais facilidade, pois é oferecida em diversos preços e qualidades, como por exemplo, as de turmalina que diminuem a eletricidade estática dos fios e outras de cerâmica que por emitir infravermelho e íons negativos aumenta a durabilidade do penteado.

O efeito da chapinha é totalmente reversível, basta expor o cabelo à umidade que ele volta ao natural. Contudo, é preciso tomar algumas precauções quanto ao uso de chapinhas, pois a utilização excessiva desse recurso prejudica os cabelos, enfraquecendo-os. Procure limitar seu uso a 140 ºC, duas vezes por semana, no máximo.
 

Como surgiram as perucas

Você sabia que elas já foram sinônimo de prestígio?

Por Marisa De Lucia


Embora muitas vezes vista com preconceito nos dias de hoje, a peruca na antiguidade já foi sinal de status. Apesar de fazerem o maior sucesso nas festas à fantasia, onde são usadas como deboche, antigamente elas eram sinônimo de elegância e de prestígio.

wig.jpg

Desde o Egito Antigo até o seu auge nos séculos XVI e XVII, a profissão de peruqueiro tinha uma excelente reputação. Muitas perucas eram confeccionadas com crina de cavalo e de bode, devido ao alto valor e a escassez dos fios naturais para sua confecção. Diz-se que o rei francês Luis XV tinha a seu dispor 40 peruqueiros. Foi durante seu reinado que a peruca ganhou um laço de fita de seda na altura da nuca.

Mas por que elas foram criadas? Qual a sua utilidade? As perucas surgiram por necessidade de se proteger do frio e por questões higiênicas. Os egípcios eram especialistas em fazer cabelos falsos, tanto para homens quanto para mulheres. Assim como os turbantes, as perucas deixavam a cabeça fresca, protegendo-a do sol.

Para poder usar perucas, os cabelos deveriam ser curtos ou raspados. Geralmente, o topo era feito de cabelos encaracolados, e as laterais, de um conjunto de plantas. E, o mais curioso, é que aqueles que não podiam pagar por um cabelo de verdade, utilizavam lã!

Na Roma antiga, a peruca ficou famosa principalmente entre as mulheres, pois era o jeito mais fácil de tornar-se loira, algo bastante desejável numa terra onde só havia morenas. Depois disso, não há registros de uso de perucas até o final do século XVI.

Nesse período, a peruca era o orgulho do homem, e um cavalheiro distinto não poderia aparecer em público sem estar usando uma. A falta dela, em algumas classes sociais, era considerada até ofensiva.

Nos Estados Unidos, em 1675, o preço das perucas era tão caro, que isso gerou uma onda de ladrões de peruca. Em 1700, elas passaram a adornar também as cabeças de serventes, militares e comerciantes. Eles podiam escolher entre vários estilos, comprimentos, enrolados ou rabo-de-cavalo. E continuaram sendo usadas até os dias de hoje.

Em 2007, lorde Phillips of Worth Matravers disse que as perucas, usadas por profissionais britânicos da área jurídica desde o século XVII, não seriam mais necessárias em casos civis ou de família, mas apenas em tribunais criminais. Para se ter uma idéia, uma peruca para uso em tribunais chega a custar mais de US$ 3 mil, hoje algo em torno de R$ 6 mil.

Hoje, a peruca é um dos recursos mais utilizados para quem está sob tratamento de câncer. Fabricadas por diversas empresas, existem as naturais, as sintéticas e até as antialérgicas, de todos os comprimentos e diversas cores.

Você sabe quando e como surgiu o batom?

E que já foi considerado hábito de mulher mal intencionada?

Por Marisa De Lucia


Considerado como o item de maquiagem que nunca sai de moda e que mais valoriza a mulher, o batom é apresentado em várias cores, com brilho ou sem brilho, como os cintilantes, opacos, hidratantes ou gloss, atendendo aos mais diversos gostos.

Mas você sabe onde e quando surgiu o hábito de colorir os lábios? Registros mostram que esse hábito tem raízes no Egito, onde pigmentos vermelhos já eram aplicados nos lábios em 5000 a.C.. Potes de óxido de ferro vermelho foram encontrados no interior dos túmulos antigos sumerianos e egípcios.

O busto da rainha egípcia Nefertite, exposto no Museu de Berlim, prova que lábios femininos eram pintados pelas mulheres dos faraós. Para se enfeitar, elas recorriam às alternativas naturais como a “púrpura de Tyr” uma substância que dava um aspecto mais saudável aos lábios.

Durante toda a história da humanidade, o batom foi considerado apenas como um instrumento de poder, sedução e manipulação, onde regras frente aos critérios de saúde humana, meio-ambiente e utilização de animais foram adicionadas lentamente.

Na Grécia, no século II, havia lei impedia que as mulheres usassem batom antes do casamento. Na Espanha do século VI, só usavam batom mulheres das classes menos nobres. Passaram-se os séculos e pintar os lábios se tornou hábito de mulheres mal intencionadas, tanto que em 1770 o parlamento inglês decretou proibição do ato de pintar os lábios.

Finalmente, em 1921, o batom ganhou o formato atual e começou a ser comercializado em Paris. O sucesso foi tamanho que em 1930 os estojos de batom dominaram o mercado americano. E daí espalhou-se pelo mundo afora.

Como surgiu a Coloração

Usava-se sangue de touros

Por Marisa De Lucia


Muita gente não sabe, mas desde a época dos gregos e romanos já se tingia o cabelo. E o mais curioso é que os egípcios usavam sangue de touros como tintura. De lá para cá as mulheres, especialmente, têm usado diferentes métodos para mudar a cor dos seus cabelos.

As tinturas de cabelo, na Antiguidade, eram feitas com extratos de plantas e amoras esmagadas e eram aplicadas nos cabelos como um creme rinse. Já nos séculos 17 e 18, para conseguir uma cor mais clara, as mulheres aplicavam óleo e pó nos cabelos.

Se observarmos, os filmes de época apresentam Cleópatra com penteados e cabelos de diferentes tonalidades. Suas lindas tranças castanho-avermelhadas, que se tornaram famosas, eram coloridas com preparados à base de hena. Quando as queria em tom dourado, a princesa egípcia recorria à tintura de camomila, como hoje o fazem as mulheres para conservar o louro da juventude e manter a beleza dos cabelos.

Hoje, o tingimento é um processo químico que adiciona ou remove pigmentos do cabelo. A coloração penetra na raiz do cabelo e te leva de loira à morena e, virtualmente, a qualquer tom entre os dois. Ainda temos produtos de coloração superficial, mas também temos cores com duração de poucos dias, poucas semanas ou tingimentos que podem ser usados até que desapareçam.

Com o grande avanço da tecnologia, as colorações mais utilizadas são as por ação oxidante que clareiam e removem os pigmentos naturais. As colorações modernas oferecem também tratamento como, por exemplo, a La couleur parfaite da Marie Louise, que traz em sua fórmula o Silício, um poderoso regenerador da derme que protege o couro cabeludo contra a ardência causada pela amônia e trata a mesma contra a oleosidade excessiva ou a descamação que ocorre em pessoas com hipersensibilidade.

Segundo Débora Deiros, técnica de coloração da Marie Louise, “além da proteção do Silício, encontramos a Queratina que já faz parte da estrutura do fio de cabelo e que é retirada do fio através da alcalinidade provocada pela amônia. Através da quantidade de queratina presente na coloração La couleur parfaite Marie Louise, o fio mantém seu aspecto saudável, além de maciez e brilho intenso”.

Como surgiu o secador de cabelos

Você sabia que antigamente os cabelos eram secos com o ferro de engomar?

Por Marisa De Lucia


Se levarmos em conta a importância que a moda e a beleza têm nos dias de hoje, vamos concordar que o secador de cabelos é peça fundamental não só dos cabeleireiros, mas dentro de nossas casas.

Dos mais variados modelos e com potências variáveis, os secadores de cabelos não estão apenas nos salões de beleza, mas em casa e até disponíveis nas grandes redes de hotéis. Afinal, para que os cabelos fiquem do jeito que gostamos não dá para deixá-los secar à vontade, não é mesmo?

Mas você imaginava que, antes dos secadores de cabelos aparecerem, eram usadas várias técnicas pouco cômodas como, por exemplo, secar os cabelos com o ferro de engomar ou usar uns ferros cilíndricos, previamente aquecidos no fogão, para deixar os cabelos em forma de caracóis?

Os primeiros secadores de cabelos elétricos, com resistência parecida a dos aquecedores e motor semelhante ao dos aspiradores, surgiram em 1920. Os primeiros modelos eram feitos de alumínio, cromo ou aço inoxidável e o cabo era feito de madeira, o que os tornava pesados e, portanto, difíceis de manejar.

Foi somente nos anos 30 que surgiu um novo material, a baquelite, um plástico resistente ao calor, que pode ser moldado e assumir várias cores e feitios. A partir daí, vários modelos foram postos no mercado até os nossos dias.

Você sabia como surgiu a profissão de cabeleireiro?

Foram os gregos que criaram os primeiros salões de beleza

Por Marisa De Lucia


Embora muitos achados arqueológicos, como navalhas e pentes feitos em pedra, revelem que os cuidados com o visual dos cabelos datam da pré-história, foi há aproximadamente cinco mil anos, no Egito, que os escravos começaram a mostrar suas habilidades como “embelezadores de cabelos”.

Em 3.000 a.C., ainda que as cabeças raspadas e lisas e os corpos sem pêlos mostrassem sinais de nobreza no Egito, era moda usar perucas de lã de carneiro ou cabelo humano e também barbas postiças para os homens.

Já os primeiros salões de cabeleireiro foram criados pelos gregos, em Atenas, construídos sobre a praça pública, o Ágora, o então espaço da cidadania. Lá, os chamados “embelezadores de cabelo”, tornavam-se escravos especiais. As escravas cuidavam dos cabelos das mulheres e os escravos dos homens.

Na Grécia antiga, prevaleciam os louros, frisados, com caracóis estreitos e discretos, com franjas em espiral. Nos salões, poetas, escritores e filósofos conversavam enquanto eram barbeados, massageados e passavam por cuidados de manicure e pedicure.

E desde aquele tempo os cabelos loiros eram raros e admirados pelos gregos e tanto as mulheres como também os homens tentavam descolorir seus cabelos com infusões de flores amarelas.

Finalmente, no século XX, a moda dos cabelos aliou-se à tecnologia. Em 1906, o londrino Charles Nestle inventou a máquina de fazer ondas permanentes nos cabelos, que levada nada menos que 10 horas para concluir o processo.
No ano seguinte, um estudante de química francês, Eugène Schuller, fundou a empresa L’Oréal, criando uma tintura para cobrir os cabelos grisalhos com cores naturais e usando um processo permanente.

Daí em diante, cada década trouxe uma moda para os cabelos, mas somente a partir da década de 70 aconteceu a plena aceitação de estilos variados para ambos os sexos, desde os cabelos soltos até o estilo “punk”, com cortes incríveis e inusitados.

Os lábios também precisam de cuidados

Além da boa aparência, eles têm que estar saudáveis
Por Marisa de Lúcia


Se tem algo de que as mulheres não se descuidam são os lábios. Tanto que em muitos lugares públicos é comum ver a mulher retocando seu batom, aliás, peça fundamental de sua bolsa.


De fato, os lábios são um cartão de visita numa mulher, mas de nada adianta cuidar de sua aparência, se eles não estiverem saudáveis.

Quer coisa mais desagradável do que aquelas “preguinhas” em volta da boca? Elas são resultado do não cuidado com esta parte do rosto, o que acabou fazendo com que a pele envelhecesse por falta de hidratação não só na época do verão, mas também nos dias muito frios do inverno.

Um dos cuidados básicos com os lábios é evitar exposições prolongadas ao sol. Para isso é que existem os protetores labiais. O uso de chapéu ou boné também é interessante, bem como o uso de um cachecol e um bom hidratante para evitar que o frio provoque rachaduras.

Já para deixar os lábios bonitos e sensuais, que tal realçá-los com um lápis de cor semelhante à do batom em seu contorno? Se eles são muito finos, o ideal é passar um lápis branco bem na curva do centro do lábio superior.

Finalmente, para deixar os lábios mais carnudos e brilhantes, abuse das cores mais fortes e de um bom gloss!